quarta-feira, 7 de setembro de 2016

PLATELMINTOS

         São vermes de corpo achatado dorsoventralmente, podem ter vida livre ou serem endoparasitas.
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MORFOLOGIA E FISIOLOGIA
         São triblásticos, acelomados
Os de vida livre apresentam certo grau de cefalização, possuem uma cabeça com concentração de órgãos sensoriais e tecido nervoso.
         A cabeça é especializada em receber estímulos ambientais durante o movimento, possui ainda ocelos responsáveis pela distinção da luz no ambiente;
         Na cabeça dos parasitas existe a presença de ventosas ou ganchos de fixação, que os mantém fixos no intestino do ser parasitado.

COORDENAÇÃO
         Por ser um sistema nervoso relativamente mais desenvolvido que o dos cnidários, possui duas “estações nervosas”, os gânglios cerebrais, ligados entre si por dois cordões nervosos, isso permite movimentos mais sofisticados e além dos ocelos possuem ainda quimiorreceptores, que detectam a presença de substancias úteis ou nocivas no ambiente que o cerca.
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MOVIMENTO
         Os de vida livre produzem muco pela epiderme, auxiliando a movimentação junto com a ação dos cílios presentes na região ventral do animal.
         Já os parasitas apresentam uma cutícula na epiderme que os protege das ações de enzimas digestivas.
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DIGESTÃO
         Nos de vida livre o tubo digestivo é incompleto, ainda não possuem ânus, e a digestão é extra e intracelular.
         Já alguns parasitas não possuem tubo digestório, pois já retiram o alimento digerido diretamente do sangue do hospedeiro.
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RESPIRAÇÃO, EXCREÇÃO E CIRCULAÇÃO
         Estes processos ocorrem por difusão, devido ao tamanho do animal.
         Contudo o excesso de água e alguns produtos resultantes do metabolismo são eliminados por células flageladas denominadas células-flama, ou com um único flagelo, os ssolenócitos. Estão espalhadas pelo corpo realizando a excreção por meio de um sistema de tubos e poros localizados na epiderme.
         Estes órgãos excretores formados por tubos com células-flama, são denominados de protonefrídios.
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REPRODUÇÃO
         Pode ser por reprodução assexuada. Como a planária cortando-se ao meio por  fissão ou laceração e se regenerando após a divisão.

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  Pode ser por reprodução sexuada, a planária é monóica, ou seja, hermafrodita, mas a fecundação é cruzada, dois indivíduos se encontram e se cruzam, ambos saem “grávidos”. 
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       No caso das planárias o desenvolvimento é direto, ou seja, o ovo liberado origina um novo indivíduo, e já nos parasitas o desenvolvimento é indireto, do ovo surgem larvas que darão origem a indivíduos adultos posteriormente.
         
        As tênias são monoicas também e cada anel possui ambos os órgãos reprodutores que se autofecundam originando anéis cheio de ovos que serão expulsos do hospedeiro pelas fezes.
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CLASSIFICAÇÃO
·        Turbelários – maioria aquática e de vida livre, os melhores representantes são as planárias.
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·        Trematódeos – são parasitas, principalmente dos seres humanos, seu corpo é revestido por uma cutícula com ventosas ou ganchos; possuem tubo digestório com uma boca que pode apresentar ventosas, daí sua classificação (trematos significa “portador de orifícios”), podem ser monoicos ou dioicos. Melhor representante é o esquistossomo, causador da esquistossomose, também chamada de doença do caramujo.
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·        Cestódeos – seu corpo é bem achatado, lembra uma fita, ou um macarrão achatado; são parasitas intracelulares que podem causar doenças graves como a teníase e até a cisticercose. 
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Platelmintos
CISTICERCOSE
Surge quando ocorre o ciclo "errado" da tênia, ou seja, o ser humano se torna o hospedeiro intermediário no ciclo de vida do parasita, o que acaba provocando problemas sérios ao hospedeiro podendo causar até a morte.
   

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Reino Plantae

          
  As plantas são seres eucariontes, pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes. Em suas células encontra-se uma rígida parede celular, composta por celulose e cloroplastos ricos em clorofila a e b dentre outros pigmentos.
Cloroplastos
            Para sobreviverem ao ambiente terrestre as plantas desenvolveram ao longo da evolução estruturas que permitissem sua sobrevivência, tais como tecidos de sustentação e de proteção contra a desidratação, um corpo com grande superfície para a melhor absorção dos nutrientes e até um sistema de vaso condução, nas mais desenvolvidas é claro.


            CLASSIFICAÇÃO
·         Briófitas – ex: musgos, são de tamanho reduzido por não possuírem vasos condutores (vasos que transportam água, sais minerais e substancias orgânicas), sendo denominadas de avasculares. Nestes tipos de plantas o transporte se dá por difusão.

 
As que apresentam vasos condutores são denominadas de vasculares ou traqueófitas, isso permite a existência de plantas de porte gigantescos, como a sequoia-gigante, considerada uma das maiores do mundo.
Esses vasos são:

- Vasos lenhosos – transportam água e sais minerais (seiva bruta) da raiz até as folhas; o conjunto desses vasos se chama lenho ou xilema.
- Vasos Liberianos – transportam as substâncias (seiva elaborada) produzidas nas folhas até as raízes e seu conjunto é denominado de líber ou floema.

·         Pteridófitas – são as primeiras plantas vasculares, contudo não produzem flores, frutos e nem sementes e seu caule e raiz não são desenvolvidos. Ex: samambaias e avencas.
·         Espermatófitas – ou espermáfitas, são os primeiros a produzirem sementes, este facilitou e muito a conquista do meio terrestre, afinal a semente protege o embrião da perda de água, o nutri e de quebra ajuda na dispersão do vegetal.
As espermáfitas se dividem em dois grupos:
·         Gimnospermas – são plantas que produzem sementes, mas não produzem frutos, melhor representante são os pinheiros, isso mesmo o de natal.
·         Angiospermas – são as mais evoluídas, pois produzem flores que atuam na reprodução e frutos que protegem as sementes.
 

CICLOS REPRODUTIVOS
            Devido a sua falta de mobilidade seus ciclos reprodutivos se mostram diferenciados em relação aos animais.
            É muito frequente a CLONAGEM neste grupo, para os leigos nada mais é do que REPRODUÇÃO ASSEXUADA, que se dá por meio de caules, galhos e até folhas dependendo da espécie vegetal.
            Também ocorre a reprodução sexuada, que pode originar esporos, que ajudam na dispersão do embrião, no caso dos grupos mais simples, ex: briófitas e pteridófitas.
            Nas plantas ainda ocorre a alternância de indivíduos haploides e diploides, típico de briófitas.
            Na fase diploide, o esporófito, por meiose, produz esporos que originam um indivíduo haploide, chamado de gametófito, que por mitose produz gametas que se fecundarão originando uma célula-ovo, que se tornará um novo individuo diploide.
Devido a isso diz-se que esse ciclo é denominado haplonte-diplonte, haplodiplobiôntico ou meiose espórica.

Vídeos de auxílio: