quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Introdução ao estudo dos seres vivos


A existência de evidências morfológicas e moleculares demonstram que toda a diversidade animal existente se originou de um ancestral comum que viveu entre 875 e 675 milhões de anos atrás.


Características dos animais
São multicelulares, eucarióticos, constituídos por diversos tecidos e órgãos especializados, são pro obrigação heterótrofos, a grande maioria possue locomoção, mas existem espécies sésseis.
Presença de tubo digestório, permite a ingestão e processamento do alimento dentro do próprio corpo, contudo alguns endoparasitas o perderam completamente.
Presença de órgãos sensoriais, permitindo o reconhecimento do ambiente em seu entorno, como luminosidade, odores, sabores, sons.
Um sistema nervoso, constituído por células nervosas propícias a percepção de estímulos diferenciados.
Capacidade de sustentação e movimento, o qual ocorre com o uso de músculos e ossos, permitindo a locomoção, captura de alimento ou fuga e em alguns casos proteção.
A circulação é necessária para as trocas gasosas, nutrição e excreção de substancias, contudo nem todos animais possuem uma circulação como a humana, denominada de circulação fechada, existe a circulação aberta¸ presente em diversos artrópodes e existem alguns ainda que não possuem um sistema circulatório e suas trocas só ocorrem por meio de difusão.
A respiração é ocorre por um processo simples de difusão, contudo em organismos muito complexos, se faz necessário de órgãos especializados na obtenção do gás oxigênio e na eliminação do gás carbônico, originando assim um sistema respiratório especializado, conforme o ser vivo, nessa troca por via aérea ou aquática.
A excreção é a eliminação de resíduos tóxicos ao organismo, em animais de circulação fechada existem órgãos especializados nisso, como metanefrídeos ou rins.

Existe ainda a simetria, é a semelhança de forma entre duas ou mais partes de um objeto quando cortado por um plano imaginário que passa por seu eixo central. Na natureza existe a simetria bilateral, os dois lados possuem semelhanças, e a radial estes mantém suas semelhanças por mais de dois cortes.

A cefalização surge do agrupamento dos órgãos sensoriais mais elaborados na extremidade do corpo e a formação de uma cabeça. Alguns animais desenvolvem apenas gânglios nervosos, concentração de células nervosas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Núcleo Celular



Descoberto, ou melhor, descrito, pelo pesquisador escocês Robert Brown (1773- 1858), pois muitos outros citologistas anteriores a ele já haviam observado a presença do núcleo, só não tinham lhe dado o devido valor. Brown reconheceu o núcleo como componente fundamental das células.
A palavra “núcleo” vem do grego nux, que significa semente. Brown imaginou que o núcleo fosse a semente da célula, por analogia aos frutos.
É responsável pelo controle das atividades da célula e também pela hereditariedade, embora separado da célula por uma membrana, interage com as demais partes da célula, mantendo uma intensa troca de informações do citoplasma controlando importantes processos metabólicos e as características da célula. Sem ele a célula definha e morre.




COMPOSIÇÃO DO NÚCLEO

É constituído por 4 partes:
* Carioteca – ou envelope nuclear, envolve e separa do restante de célula a cromatina, nucléolos e nucleoplasma.
         É um envoltório constituído por uma dupla membrana, com um espaço interno denominado perinuclear. Apresenta inúmeros poros, que permitem a comunicação do núcleo com o citoplasma.



* Nucleoplasma ou Cariolinfa – é o ambiente interno do núcleo, a parte “líquida” onde estão imersas a cromatina e as estruturas que compõe o nucléolo.

         É constituída de água, sais minerais, proteínas e materiais para a síntese de ácidos nucleicos.

* Nucléolo – região mais densa e compacta localizada geralmente próxima da carioteca, é constituída por uma aglomeração de RNA ribossômico e proteínas, responsável dentre outras coisas, pela síntese de ribossomos.



* Cromatina – formada por um emaranhado de filamentos finos de DNA, dispersos por todo o nucleoplasma, possuem regiões mais condensados (heterocromatina) e menos condensados (eucromatina).
         A eucromatina é a parte ativa, por estar desespiralizada, atua na síntese de diversos tipos de RNA.
         A heterocromatina é a parte inativa, por estar muito espiralizada, então não esta atuando em nenhuma atividade para a célula.

         Em certos momentos elas acabam alternando-se conforme a necessidade da célula.

A estrutura dos cromossomos
 Cromossomos da célula interfásica
O período de vida da célula em que ela não está em processo de divisão é denominado interfase. A cromatina da célula interfásica, é uma massa de filamentos chamados de cromossomos. Se pudéssemos separar, um por um, os cromossomos de uma célula interfásica humana, obteríamos 46 filamentos.

CROMOSSOMOS


         São corpúsculos compactos em forma de bastonete. Surgem da alta condensação de cada filamento de DNA da cromatina, essa condensação pode ter auxilio de proteínas, as histonas, estas se juntam em grupos de oito sendo denominadas de nucleossomo; isso faz com que os filamentos de DNA caibam dentro do núcleo celular (um filamento de DNA pode ter até 2 metros se esticado). Durante o preparo da divisão celular os cromossomos se duplicam para que não ocorra a redução de seu número após a divisão.

Constrições cromossômicas
Durante a condensação cromossômica, as regiões eucromáticas se enrolam mais frouxamente do que as heterocromáticas, que estão condensadas mesmo durante a interfase. No cromossomo condensado, as heterocromatinas, devido a esse alto grau de empacotamento, aparecem como regiões “estranguladas” do bastão cromossômico, chamadas constrições.



As partes de um cromossomo separadas pelo centrômero são chamadas braços cromossômicos. A relação de tamanho entre os braços cromossômicos, determinada pela posição do centrômero, permite classificar os cromossomos em quatro tipos:
  • metacêntrico: possuem o centrômero no meio, formando dois braços de mesmo tamanho;
  • submetacêntricos: possuem o centrômero um pouco deslocado da região mediana, formando dois braços de tamanhos desiguais;
  • acrocêntricos: possuem o centrômero bem próximo a uma das extremidades, formando um braço grande e outro muito pequeno;
  • telocêntricos: possuem o centrômero em um das extremidades, tendo apenas um braço.


CROMATINA SEXUAL
         Também chamados de heterocromossomos ou alossomos, são assim denominados por serem diferenciados dos demais e por serem responsáveis pelas características sexuais do ser vivo. Nas fêmeas são idênticos e nos machos um é igual ao da fêmea e o outro é bem diferenciado.
         Os presentes na fêmea são dois cromossomos X e os no macho são um cromossomo X e um exclusivo o Y.
         Assim a ♀ é XX e produz óvulos X e o ♂ é XY e produz espermatozoides X e Y.
         Os demais cromossomos são denominados de autossomos.