terça-feira, 15 de março de 2016

TIPOS DE DOMINÂNCIA

       Para sabermos sobre os tipos de dominância primeiramente devemos entender o que é dominância.
* Dominância - segundo os conceitos de genética, a dominÂncia se refere à propriedade de alguns alelos, considerados alelos dominantes, e, são representados por letras maiúsculas, como A, e se manifestam no fenótipo mesmo na presença de outros alelos. em contra partida os alelos recessivos, são representados por letras minúsculas, como a, e se manifestam somente quando juntos com outro igual, ex: aa.

  • DOMINÂNCIA COMPLETA


       Na dominância completa, tanto o indivíduo homozigótico dominante quanto o indivíduo heterozigótico apresentam o fenótipo condicionado pelo alelo dominante, ou seja, o alelo recessivo irá se manifestar em homozigose. Existem apenas dois fenótipos possíveis.
Ex:
GENÓTIPO
FENÓTIPO
AA
Aa
Pele Normal
aa

Albino

  • DOMINÂNCIA INCOMPLETA

      Neste tipo de dominância a combinação dos genes alelos diferentes constitui um fenótipo intermediário. Essa situação ilustra a chamada dominância incompleta ou parcial. Um exemplo desse tipo de herança é a cor das flores maravilha (Mirabilis jalapa). Elas podem ser vermelhas, brancas ou rosas. Plantas que produzem flores cor-de-rosa são heterozigotas, enquanto os outros dois fenótipos são devidos à condição homozigota. Supondo que o gene V determine a cor vermelha e o gene B, cor branca, teríamos:

VV = flor vermelha
BB = flor branca
VB = flor cor-de-rosa



 Cruzando, agora, duas plantas heterozigotas (flores cor-de-rosa), teríamos: 
F1
Flor cor-de-rosa
 V                      B
V
Flor cor-de-rosa
B

VV
Vermelha
BV
cor-de-rosa
VB
cor-de-rosa
BB
Branca

F2 = Genótipos: 1/4 VV, 1/2 VB, 1/4 BB.
         Fenótipo: 1/4 plantas com flores vermelhas
                           1/2 plantas com flores cor-de-rosa
                    1/4 plantas com flores brancas



  • CODOMINÂNCIA

          Neste tipo de dominância não existe relação de dominância, ou seja, o indivíduo heterozigoto possui os dois genes funcionais, produzindo assim os dois fenótipos.

  • ALELOS LETAIS
Gene letal é um gene que, quando presente, provoca a morte pré ou pós nascimento, ou produz uma deformidade tão grave que levará o indivíduo à morte.

            Há genes letais no homem, que se manifestam depois do nascimento, alguns na infância e outros na idade adulta. Na infância, por exemplo, temos os causadores da fibrose cística e da distrofia muscular de Duchenne (anomalia que acarreta a degeneração da bainha de mielina nos nervos). Dentre os que se expressam tardiamente na vida do portador, estão os causadores da doença de Huntington, em que há a deterioração do tecido nervoso, com perde de células principalmente em uma parte do cérebro, acarretando perda de memória, movimentos involuntários e desequilíbrio emocional.




FONTES
Linhares, Sérgio e Gewandsznajder, Fernando - biologia hoje  volume 3
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/leismendel7.php
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/pergunte-professor/biologia-genes-letais-753791.shtml

terça-feira, 15 de setembro de 2015

PLATELMINTOS

            São vermes achatados dorsoventralmente, como uma folha de papel. Revelam um grau mais elevado de evolução quando comparados com os poríferos e cnidários, pois estes são animais diblásticos ou diploblásticos (durante o desenvolvimento embrionário só formam dois folhetos: ectoderma e endoderma) e os platelmintos já são animais triblásticos  ou triploblásticos (formam três folhetos embrionários: ectoderma, mesoderma e endoderma). Todavia, os platelmintos ainda se mostram acelomados, pois os seu mesoderma não se organiza em duas camadas capazes de se separar. Dessa maneira, não surge o celoma ou cavidade geral do corpo, espaço que, na maioria dos animais, separa as vísceras da parede corporal. Esses vermes possuem o corpo "maciço".
      Outro aperfeiçoamento que os platelmintos revelam em relação aos celenterados é a simetria bilateral do corpo.

            São encontrados no ambiente aquático ou até mesmo solos úmidos, sendo alguns endoparasitas.
         
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Seus sistemas são mais desenvolvidos nos platelmintos do que nos celenterados. O sistema nervoso possui células nervosas conglomeradas, formando gânglios. Estes se fundem na parte anterior do corpo e se fundem, formando um rudimento de cérebro, a que chamamos gânglios cerebróides.
Não possuem sistema circulatório, contudo, possuem um sistema excretor e um sistema reprodutor bem definidos.
Seu sistema excretor é constituído de um grande número de pequenas unidades interligadas chamadas células-flama ou solenócitos. Cada célula-flama é realmente uma célula na qual há uma depressão, existe um tufo de flagelos (ou cílios, como mencionam muitos autores) cujos movimentos lembram o bruxulear da chama de uma vela (daí o nome célula-flama). Essas células recolhem o excesso de água e os produtos finais do metabolismo das células vizinhas e, com o fluxo líquido provocado pelos movimentos dos tufos flagelares, os descarregam num sistema de canais que ligam tais unidades excretoras. Por esse sistema de canais, a água e os catabólitos são lançados ao exterior, vertendo por numerosos poros na superfície do corpo do animal.
Quanto à respiração, ocorre por difusão (os de vida livre, como a planária) ou, então, fazem a respiração anaeróbica (os endoparasitas, como as tênias ou solitárias).

Reprodução, podemos dizer que a maioria é hermafrodita, podendo ou não fazer a autofecundação. As planárias são hermafroditas (monóicas), mas só se reproduzem por fecundação cruzada. As tênias são hermafroditas autofecundantes. Os esquistossomos são dióicos, isto é, têm sexos distintos (do grego di, ‘dois’, e oikos, ‘casa’).
O filo dos platelmintos é dividido em três classes: Turbellaria, Trematoda e Cestoidea.
Classe Turbellaria
A classe dos turbelários corresponde ao modelo mais típico do filo. São todos platelmintos de vida livre e têm como representante a conhecida planária (Dugesia tigrina, antigamente chamada Euplanaria tigrina), habitante da água doce
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Classe Trematoda
Os trematódeos, bem como os cestódeos, que veremos a seguir, são platelmintos que perderam alguns caracteres comuns ao filo, sofrendo profundas transformações, com a atrofia ou regressão de certos órgãos e desenvolvimento de outros, com a finalidade de melhor se adaptarem aos hábitos parasitários. Por isso, dissemos antes que os platelmintos de vida livre, aquáticos, como os turbelários, constituem o modelo ou padrão do filo Platyhelminthes.
Os exemplos mais expressivos da classe são a Fasciola hepatica, parasita dos dutos biliares do carneiro, e o Schistosoma mansoni, parasita das veias do intestino humano. Ambos, por seu aspecto, lembram uma folha de árvore, mas o esquistossomo, bem menor (10 a 15 mm), particulariza-se pelo fato de possuir uma depressão longitudinal no meio do corpo — o canal ginecóforo (do grego gynaikos, ‘mulher’, e phorus, ‘portador’) — onde, durante o ato sexual, se aloja a fêmea, que é cilíndrica.


Classe Cestoda ou Cestoidea
Os cestóides ou cestódios (do rego kestos, ‘fita’ e eidos, ‘semelhante’) são vermes platelmintos de corpo alongado em forma de fita. Podem medir de alguns milímetros a muitos metros de comprimento. Ex: Taenia saginata, Taenia solium e Taenia echinococcus ou Echinococcus granulosus.



PRINCIPAIS DOENÇAS