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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Herança ligada ao Sexo



            Uma grande vantagem evolutiva para os seres vivos, com certeza foi a reprodução sexuada, pois esta proporciona um aumento considerável na diversidade genética das espécies, afinal ela ocorre pela união de genótipos de indivíduos diferentes, durante a fusão dos gametas masculinos e femininos.
            Na grande maioria dos animais, existem organismos machos, que produzem gametas masculinos e organismos fêmeas, que produzem gametas femininos e a união destes gametas forma um novo organismo com características herdadas dos dois.
            Essas espécies com sexos separados são denominadas de dioicas (do grego di, dois, e oikos, casa), cada sexo tem sua “casa”. Porém existem espécies com uma única “casa” para ambos os sexos, sendo denominadas de monoicas (do grego monos, um), assim um único indivíduo pouse a capacidade de produzir os dois gametas, masculino e feminino.
            Nas espécies dioicas o que torna um indivíduo macho ou fêmea é a atuação de seus genes correspondentes, que pode ser definido no momento exato da fecundação, pela combinação cromossômica dos gametas (caso dos mamíferos) ou influenciado pelo ambiente, como algumas espécies de lagarto, cuja temperatura determina a atuação de certos genes. Estes genes passam a atuar desenvolvendo o dimorfismo sexual entre macho e fêmea.
Cromossomos e Sexo
            O dimorfismo sexual entre muitos seres vivos ocorre devido a presença de cromossomos sexuais, cromossomos específicos para o sexo biológico do organismo (macho e fêmea). Os outros pares de cromossomos são equivalentes tanto na fêmea quanto no macho, sendo denominados de autossomos.
            Na maioria dos seres vivos, seus gametas possuem apenas metade dos cromossomos, sendo denominados de haploides (n) e nas células somáticas, aquelas que formam todo o organismo vivo possuem o dobro dos cromossomos, sendo denominadas de diploides (2n). Exemplo: nos seres humanos temos 46 cromossomos nas células somáticas, ou 23 pares, já nos gametas (espermatozoides e óvulos) temos 23 cromossomos apenas.
            Isso é de suma importância, pois quando ocorre a fecundação (união de espermatozoide com óvulo) as células voltam a ser diploides.
Sistemas Cromossômicos de Determinação do Sexo
            Nos organismos dioicos, um deles é responsável pela determinação do sexo. Para isso ocorrer um indivíduo possui sexo homogamético, produz somente gametas sexuais iguais, e o outro possui sexo heterogamético, produz gametas sexuais diferentes. Por exemplo na espécie humana, a mulher só produz gametas X, pois seus cromossomos sexuais são XX, já o homem produz dois tipos de gametas sexuais, o X e o Y, pois seus cromossomos sexuais são XY.


SISTEMA XY
            Neste sistema de determinação cromossômica do sexo, a fêmea possui cromossomos sexuais homólogos X, enquanto que o macho possui um cromossomo sexual X semelhante ao da fêmea e um exclusivo, o Y.
            Ocorre em diversos tipos de insetos, nos mamíferos, incluindo nós seres humanos, em diversos peixes e até algumas plantas.

SISTEMA X0
            Neste sistema, comum em alguns insetos, como gafanhotos. As fêmeas possuem dois cromossomos sexuais homólogos XX e os machos possuem somente um cromossomo, o X, sendo o outro ausente. Então as fêmeas são XX e os machos X0.


SISTEMA ZW e Z0
            Em algumas espécies de répteis, peixes e insetos, como mariposas e borboletas, que determina o sexo são as fêmeas e não os machos, ou seja, os machos possuem cromossomos sexuais homólogos ZZ e as fêmeas que possuem cromossomos sexuais diferenciados, sendo ZW ou Z0



 
Herança Ligada ao Sexo
            Os cromossomos sexuais X e Y não são iguais, o cromossomo X é maior e possui uma grande quantidade de genes responsáveis pela determinação de diversas características; já o Y por ser menor tem poucos genes.
            Os genes localizados no cromossomo X (ou Z) e não possuem correspondente no Y (ou W), possuem a denominada herança ligada ao cromossomo sexual. Nesta herança os descendentes do sexo masculino herdam os genes ligados ao X somente da mãe, pois o pai forneceu o Y; já as filhas herdam metade da mãe e metade do pai, assim o pai transmite os genes do cromossomo X somente para as filhas.

DALTONISMO
            Também chamada de cegueira das cores, pois a pessoa afetada não consegue distinguir algumas variações de cores existentes, é um tipo de herança ligada ao sexo, onde os genes envolvidos estão presentes no cromossomo X.
            O daltonismo é condicionado pelo alelo recessivo d, enquanto que o alelo dominante D, condiciona a visão normal.
Assim temos os possíveis genótipos:


            Nota-se que nos casos de herança ligada ao sexo, o homem possui maiores chances de herdar o fenótipo alterado, uma vez que ele possui apenas um cromossomo X em sua constituição.

HEMOFILIA
            Esta herança ligada ao sexo, está relacionada com a dificuldade na coagulação sanguínea, ou seja, um corte demora para parar de sangrar, ou nem para.
            Também está ligada ao cromossomo X, é condicionada pelo alelo recessivo h enquanto que seu alelo dominante H determina a coagulação normal do sangue.

            Nota-se que é parecido com o daltonismo, no quesito distribuição e possibilidade de manifestação.
HERANÇA INFLUENCIADA EPELO SEXO
            São condições genéticas na qual determinadas manifestações de genes ocorrem, contudo estes não estão presentes nos cromossomos sexuais, mas, o cromossomo sexual presente ou não afeta a manifestação desses genes.
            Quando um gene age dominante em um sexo, mas recessivo em outro, é considerado que é uma herança ligada ao sexo.
            Um bom exemplo é a calvície, quando os genes são homozigotos dominantes, ambos os sexos manifestam a calvície e quando são homozigotos recessivos, ambos os sexos não manifestam; contudo, quando ocorre a heterozigose, somente os homens manifestam a calvície.


Links:

terça-feira, 15 de março de 2016

TIPOS DE DOMINÂNCIA

       Para sabermos sobre os tipos de dominância primeiramente devemos entender o que é dominância.
* Dominância - segundo os conceitos de genética, a dominÂncia se refere à propriedade de alguns alelos, considerados alelos dominantes, e, são representados por letras maiúsculas, como A, e se manifestam no fenótipo mesmo na presença de outros alelos. em contra partida os alelos recessivos, são representados por letras minúsculas, como a, e se manifestam somente quando juntos com outro igual, ex: aa.

  • DOMINÂNCIA COMPLETA


       Na dominância completa, tanto o indivíduo homozigótico dominante quanto o indivíduo heterozigótico apresentam o fenótipo condicionado pelo alelo dominante, ou seja, o alelo recessivo irá se manifestar em homozigose. Existem apenas dois fenótipos possíveis.
Ex:
GENÓTIPO
FENÓTIPO
AA
Aa
Pele Normal
aa

Albino

  • DOMINÂNCIA INCOMPLETA

      Neste tipo de dominância a combinação dos genes alelos diferentes constitui um fenótipo intermediário. Essa situação ilustra a chamada dominância incompleta ou parcial. Um exemplo desse tipo de herança é a cor das flores maravilha (Mirabilis jalapa). Elas podem ser vermelhas, brancas ou rosas. Plantas que produzem flores cor-de-rosa são heterozigotas, enquanto os outros dois fenótipos são devidos à condição homozigota. Supondo que o gene V determine a cor vermelha e o gene B, cor branca, teríamos:

VV = flor vermelha
BB = flor branca
VB = flor cor-de-rosa



 Cruzando, agora, duas plantas heterozigotas (flores cor-de-rosa), teríamos: 
F1
Flor cor-de-rosa
 V                      B
V
Flor cor-de-rosa
B

VV
Vermelha
BV
cor-de-rosa
VB
cor-de-rosa
BB
Branca

F2 = Genótipos: 1/4 VV, 1/2 VB, 1/4 BB.
         Fenótipo: 1/4 plantas com flores vermelhas
                           1/2 plantas com flores cor-de-rosa
                    1/4 plantas com flores brancas



  • CODOMINÂNCIA

          Neste tipo de dominância não existe relação de dominância, ou seja, o indivíduo heterozigoto possui os dois genes funcionais, produzindo assim os dois fenótipos.

  • ALELOS LETAIS
Gene letal é um gene que, quando presente, provoca a morte pré ou pós nascimento, ou produz uma deformidade tão grave que levará o indivíduo à morte.

            Há genes letais no homem, que se manifestam depois do nascimento, alguns na infância e outros na idade adulta. Na infância, por exemplo, temos os causadores da fibrose cística e da distrofia muscular de Duchenne (anomalia que acarreta a degeneração da bainha de mielina nos nervos). Dentre os que se expressam tardiamente na vida do portador, estão os causadores da doença de Huntington, em que há a deterioração do tecido nervoso, com perde de células principalmente em uma parte do cérebro, acarretando perda de memória, movimentos involuntários e desequilíbrio emocional.




FONTES
Linhares, Sérgio e Gewandsznajder, Fernando - biologia hoje  volume 3
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/leismendel7.php
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/pergunte-professor/biologia-genes-letais-753791.shtml

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Teias Alimentares e fluxo de Energia

Transferência de Energia e de Matéria num ecossistema

            Dos alimentos, os seres vivos obtêm a matéria e a energia necessárias para construir o corpo e manter o organismo em funcionamento.
Essa energia é obtida de certas substancias presentes nos alimentos que consumimos.
A fotossíntese é o fenômeno biológico em que seres clorofilados produzem seu próprio alimento e liberam gás oxigênio para o ambiente.
Já os demais seres necessitam consumir outros seres vivos para obter sua energia.
            Produtores, consumidores e decompositores.
  • Produtores – são os seres capazes de produzir seu próprio alimento, são chamados também de seres autótrofos;


  • Consumidores – são os seres incapazes de produzir seu próprio alimento, são chamados de heterótrofos;

  • Decompositores – seres que se alimentam de matéria orgânica morta, são fundamentais para a reciclagem da matéria na natureza.

De acordo com o tipo de alimento, obtido, os consumidores são classificados em:
  • Herbívoros – nutrem-se apenas de plantas;
  • Carnívoros – nutrem-se exclusivamente de carne;
  • Onívoros – nutrem-se de plantas e de animais;
  • Hematófagos – nutrem-se apenas de sangue;
  • Insetívoros – nutrem-se apenas de insetos;
  • Detritívoros – nutrem-se de detritos (restos orgânicos).
Cadeias alimentares
São relações alimentares que resultam em transferência de matéria e energia de um ser vivo para outro.

                     Teias alimentares
            São conjuntos de cadeias alimentares interligadas, que interagem num ecossistema.

Fluxo de Energia
            Em todo tipo de ecossistema se faz necessário a energia, para mantê-lo em funcionamento. A energia solar é a principal fonte disponível para os ecossistemas existentes, de toda a energia luminosa recebida somente cerca de 2% é incorporada pelos ecossistemas, a restante é refletida, ou absorvida pela terra e camada de ozônio.
            A energia luminosa é captada pelos seres fotossintetizantes e convertida em energia química, a qual será passada para os outros seres vivos (consumidores).
            Na cadeia alimentar, o fluxo energético é unidirecional , contudo à medida que a energia é transferida de um nível para outro , boa parte é perdida na forma de calor, devido aos processos respiratórios dos seres vivos, o qual converte os carboidratos e lipídios em energia necessária para a manutenção da vida, por isso é perdida boa parte da energia conseguia na alimentação.
            Essa energia perdida a cada nível trófico é de aproximadamente 90% da energia recebida, ou seja, resta somente 10% para o nível seguinte.

VÍDEO EXPLICATIVO


REFERÊNCIAS 
SANTOS, Fernando Santiago dos; Aguilar, João Batista Vicentin; Oliveira, Maria Martha Argel de – SER PROTAGONISTA, Biologia 3º ano Ensino Médio. Edições SM. São Paulo 2010. 
Imagens retiradas da internet.meu ip

terça-feira, 15 de outubro de 2013

INTRODUÇÃO À ECOLOGIA


  • Ecologia – é o estudo das relações entre os organismos e o ambiente em que vivem.
  • Biosfera –é o conjunto dos seres vivos e dos meios em que vivem, compreende a litosfera, hidrosfera e atmosfera. É a reunião de todos os ecossistemas que existem na Terra.

  • Atmosfera – é a camada de ar composta por diversos tipos e gases diferentes, dentre eles o gás oxigênio, o nitrogênio e o ozônio.
  • Hidrosfera – constituída por toda a água do planeta, esteja ela onde estiver, no solo ou no ar, congelada ou não.
  • Litosfera – é o solo, compreende a crosta terrestre.

ECOSSISTEMAS
      É constituído pela união de diversos seres vivos interagindo entre si que ocupam um determinado espaço natural relativamente homogêneo. Não se pode determinar com precisão sua dimensão.
De maneira simples ecossistema é uma unidade ambiental constituída pelo biótopo e a biocenose condicionados mutuamente. 

Dentro dele temos:
  • Biótopo – compreende o espaço físico existente e apresenta certas características físico-químicas;
  • Biocenose – ou comunidade é o conjunto de seres vivos do ambiente, ou seja, é constituída pelas populações existentes;
  • População – é o agrupamento de seres vivos de uma mesma espécie;
  • Espécie – grupo de seres vivos com características semelhantes e capazes de cruzar entre si originando descendência fértil.
  • Bioma – área onde ocorre uma fauna e flora típicas.
  • Habitat – região onde vive determinada espécie de ser vivo.
  • Nicho ecológico – é a interação do organismo com o meio físico e biológico onde habita.
AMBIENTE
            É o entorno de cada ser vivo, constituído por tudo aquilo que o rodeia e o afeta, consiste nas condições físico-químicas do biótopo, sendo estes fatores abióticos e fatores bióticos.

            Os fatores abióticos podem ser considerados fatores limitantes, quando estes são insuficientes ou demasiadamente exagerados para o total desenvolvimento de uma população. Quando determinadas espécies possuem grande tolerância a fatores limitantes são denominadas de eurioicas, pois sobrevivem a grandes variações ambientais, e quando não toleram tanto esses fatores são denominadas de estenoicas, por não tolerarem grandes variações ambientais muitas dessas espécies são utilizadas como indicadores biológicos (bioindicadores) de alterações ambientais. Por exemplo os liquens, são ótimos bioindicadores de poluição.
            Os principais fatores abióticos que influenciam s seres vivos são:
  • temperatura – podendo afetar a velocidade dos processos físico-químicos e biofísicos dos organismos;
  • gases dissolvidos na água – o excesso ou mesmo falta de alguns tipos de gases dissolvidos na água podem prejudicar e até mesmo matar diversos organismos;
  • luz – o excesso ou falta de luz pode prejudicar organismos fotossintetizantes e até mesmo outros seres vivos;
  • umidade – é a proporção de vapor d’água em determinada volume de ar, sua falta pode provocar o dessecamento e seu excesso pode matar até plantas;
  • salinidade – representa a quantidade de sais dissolvidos na água ou presentes no solo;
  • fatores edáficos – são as estruturas físicas do solo, podem ser: textura, porosidade e profundidade até a rocha-matriz.
REFERÊNCIAS 
SANTOS, Fernando Santiago dos; Aguilar, João Batista Vicentin; Oliveira, Maria Martha Argel de – SER PROTAGONISTA, Biologia 3º ano Ensino Médio. Edições SM. São Paulo 2010. 
Imagens retiradas da internet.meu ip


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

EVOLUÇÃO



Ao longo dos séculos foram surgindo diversas teorias para explicar as origens dos seres vivos, inclusive o ser humano.
         Uma das primeiras teorias surgiu na antiguidade clássica, entre os filósofos gregos, esta teoria foi denominada de Fixismo, segundo a qual todas as espécies teriam sido criadas uma única vez por obra divina e o seu número era fixo e imutável.
         Na Idade Média essa teoria foi incorporada pela Igreja cristã e a organizaram em uma hierarquia denominada de Grande Escada dos seres Vivos (Scala Naturae) onde cada degrau era ocupado por um grupo de seres vivos e este era intransponível.


Este modelo foi adotado por Lineu, que desenvolveu um sistema de classificação dos seres vivos, que até hoje é utilizado.

         

     
    
       No final do século XVIII os conhecimentos sobre a Terra estavam mais aprofundados e as ideias fixistas começaram a ser muito questionadas. Surgiram pensadores com ideias da origem das espécies por meios naturais, Georges-Louis Leclerd, conde de Buffon propôs que diferentes espécies teriam surgido de ancestrais comuns e que o ambiente era um fator importante na hereditariedade. Contudo ninguém havia ainda proposto uma teoria sólida e coerente para a origem da diversidade dos seres vivos. O pontapé inicial das primeiras teorias evolucionistas surgiu no início do século XIX, com diversos estudiosos, dentre eles Jean-Baptiste Lamarck publicou sua teoria em 1809, contudo foi em meados do século XIX que surgiu a teoria mais concisa e que até hoje é muito considerada. Foi publicada por Charles Darwin em seu livro “A Origem das Espécies”, livro este que revolucionou o conhecimento sobre evolução e até hoje causa muitos questionamentos.

Dentre as várias teorias existentes iremos falar de três principais:
·       Criacionismo  - surgiu na Idade Média, a partir da incorporação do  fixismo, a qual defende que todos os seres foram criados tal qual os conhecemos hoje e  o número de espécies existentes era fixo e imutável, defendendo assim a idéia de que um ser superior, Deus,  criou tudo o que existe no mundo.
·       Lamarckismo – teoria criada por Jean-Baptiste Lamarck, que publicou um livro sobre suas teorias  evolutivas. Segundo Lamarck novas espécies surgiam o tempo todo por geração espontânea, acreditava que o ambiente alterava as necessidades dos organismos, forçando-os a se adaptarem às novas condições. Assim acabou criando duas grandes Leis:
o   Lei do Uso e Desuso – se um organismo utiliza muito deter minado órgão ele irá se desenvolver, se não o usar irá atrofiar e desaparecer .

o   Lei da Herança dos caracteres Adquiridos – os caracteres adquiridos ao longo da vida eram transmitidos para as gerações futuras.




·       Darwnismo – surgiu graças a Charles Darwin que publicou o livro  A origem das Espécies. Onde retrata que todos os seres vivos incluindo a espécie humana descendem de um ancestral comum e que teriam evoluído por Seleção Natural. Onde o ambiente seleciona os mais adaptados  às condições existentes.


Comparação


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LISTA DE EXERCÍCIOS DE 2ª LEI DE MENDEL

Escola estadual prof. fausta garcia bueno
disciplina: biologia                                                     Professor: juliano
Alunos: ____________________________________________     Nº___  3º____  DATA: ___/___/___

LISTA DE EXERCÍCIOS DE 2ª LEI DE MENDEL



1-      Para se determinar o tipo sangüíneo de uma pessoa, foram colocadas três gotas de seu sangue sobre uma lâmina de vidro, adicionando-se, a cada uma, soros anti-A, anti-Rh e anti-B, conforme o esquema adiante. Após alguns segundos, notou-se aglomeração de hemácias apenas no local onde havia soros anti-B e anti-A.
Com relação a esses resultados, assinale a opção correspondente ao possível genótipo da pessoa em teste: 
a) IAIARR      b) IAIBrr         c) IBiRr        d) IAirr        e) iiRR

2-      O pai de uma criança do grupo sanguíneo A e Rh+, cuja mãe é B e Rh-, poderia ser: 
a) AB e Rh+         b) AB e Rh-       c) B e Rh+     d) A e Rh-     e) O e Rh+

3-      De acordo com as leis de Mendel, indivíduos com genótipo: 
a) AaBb produzem gametas A, B, a e b.      b) AaBB produzem gametas AB e aB.   
c) Aa produzem gametas AA, Aa e aa.   d) AA produzem gametas AA.     e) AABB produzem dois tipos de gametas.

4-      No heredograma a seguir estão indicados os fenótipos dos grupos sangüíneos ABO e Rh.
O indivíduo 6 deverá ser, em relação aos locos dos sistemas ABO e Rh, respectivamente: 
a) heterozigoto - heterozigoto.
b) heterozigoto - homozigoto dominante.
c) heterozigoto - homozigoto recessivo.
d) homozigoto - heterozigoto.
e) homozigoto - homozigoto dominante.

5-      Do casamento entre uma mulher albina com cabelos crespos e um
homem normal com cabelos crespos, cuja mãe é albina, nasceram duas crianças, uma com cabelos crespos e outra com cabelos lisos. A probabilidade de que uma terceira criança seja albina com cabelos crespos é: 
a) 75%    b) 50%     c) 37,5%     d) 25%    e) 12,5%

6-      No homem, a polidactilia é um caráter dominante e a miopia, uma anomalia recessiva. Os genes responsáveis por essas características situam-se em autossomos e apresentam segregação independente. Uma mulher com polidactilia e miopia, cuja mãe era normal para as duas características, é casada com um homem normal, cujo pai era míope. A probabilidade deste casal ter uma criança com polidactilia e miopia é: 
a) 100%      b) 75%         c) 50%       d) 25%          e) 0%

7-      Sabendo-se que a miopia e o uso da mão esquerda são condicionados por genes recessivos, analise a genealogia ao lado e responda.
A probabilidade do casal 4 x 5 ter uma criança diíbrida é: 
a) 1/8      b) 3/16        c) 1/16        d) 1/4        e) 1/2




8-      Em cães labradores, dois genes, cada um com dois alelos (B/b e E/e), condicionam as três pelagens
típicas da raça: preta, marrom e dourada. A pelagem dourada é condicionada pela presença do alelo recessivo e
em homozigose no genótipo. Os cães portadores de pelo menos um alelo dominante E serão pretos, se tiverem pelo
menos um alelo dominante B; ou marrons, se forem homozigóticos bb. O cruzamento de um macho dourado
com uma fêmea marrom produziu descendentes pretos, marrons e dourados. O genótipo do macho é:
a) Ee BB.     b) Ee Bb.     c) ee bb.      d) ee BB.     e) ee Bb.

9-      Sabendo-se que a altura humana é determinada por genes aditivos e supondo-se que 3(três) pares de alelos efetivos determinam o fenótipo alto de 1,95m; que as classes de altura variam de 5 em 5cm; que o fenótipo baixo é determinado pelos mesmos 3(três) pares de alelos não efetivos, realizando-se o cruzamento entre tri-híbridos espera-se encontrar, na classe de 1,85m uma proporção fenotípica de:
a) 3/32      b) 15/64       c) 5/16         d) 1/64.

10-  Na espécie humana, a miopia e a habilidade para a mão esquerda são caracteres condicionados por genes recessivos que se segregam de forma independente. Um homem de visão normal e destro, cujo pai tinha miopia e era canhoto, casa-se com uma mulher míope e destra, cuja mãe era canhota. Qual a probabilidade de esse casal ter uma criança com fenótipo igual ao do pai?
a) 1/2         b) 1/4      c) 1/8       d) 3/4        e) 3/8


terça-feira, 30 de julho de 2013

SEGUNDA LEI DE MENDEL

       Mendel além de estudar as características isoladas em ervilhas, estudou duas características simultaneamente, onde constatou outro importante principio da hereditariedade, o qual ficou conhecido com Segunda Lei de Mendel.
 A qual diz: “Os fatores para duas ou mais características segregam-se no hídrido, distribuindo-se independentemente para os gametas, onde se combinam ao acaso.”
            Em um de seus experimentos Mendel cruzou uma linhagem de ervilhas amarelas e lisas puras (VVRR) com outra verde e enrugada (vvrr) e obteve em F1 somente ervilhas amarelas e lisas (VvRr).
      Ao realizar autofecundação em F1, obteve 4 fenótipos diferentes em F2, são eles:
9/16 de amarelas e lisas , 3/16 de amarelas rugosas, 3/16 de verdes lisas e 1/16 de verdes rugosas.

 Para poder determinar essa probabilidade deve-se saber quanto gametas diferentes poderão ser formados, assim cada fator (gene) se separa independentemente, conforme modelo ao lado.
            É possível ainda calcular quantos tipos de gametas diferentes serão formados, por meio da fórmula  2n, onde n é o número de genes em heterozigose. Ex: 3 genes AaBbCc, pela fórmula n=3, pois temos 3 genes em heterozigose, logo, 23 = 8, assim serão possíveis oito gametas diferentes.

         INTERAÇÃO GÊNICA

Ocorre quando dois ou mais pares de genes controlam uma mesma característica, podendo estar ou não localizados em um mesmo cromossomo. Essas interações podem ter diferentes graus de complexidade.
FORMA DE CRISTA DE GALINHAS
O cientista Bateson e seus colaboradores concluíram que a forma da crista em galinha é determinada pela interação de dois genes denominados r e e,  que podem formar quatro tipos diferentes de cristas:

Genótipo
Fenótipo
R – E -
Noz
R – e e
Rosa
r r E -
Ervilha
r r e e
Simples
Obs: o traço (-) significa qualquer alelo do par.
  
EPISTASIA
            Neste tipo de interação o alelo de um gene impede a expressão do outro. O alelo do gene que inibe a ação do outro é denominado alelo epistático, e os que são inibidos são denominados  alelos hipostáticos. Os alelos epistáticos podem apresentar efeito dominante ou recessivo sobre os alelos hipostáticos, nos casos em que apenas um alelo inibem o outro , é considerado uma  epistasia dominante, quando o epistático manifesta sua ação inibidora somente em dose dupla, denomina-se  epistasia recessiva.
 Exemplo a formação de pigmentos em ratos:.

HERANÇA QUANTITATIVA
A herança quantitativa também é um caso particular de interação gênica. Neste caso, em que as diferenças fenotípicas de uma dada característica não mostram variações expressivas, as variações são lentas e contínuas e mudam gradativamente, saindo de um fenótipo “mínimo” até chegar a um fenótipo “máximo”. É fácil concluir, portanto, que na herança quantitativa (ou poligênica) os genes possuem efeito aditivo e recebem o nome de poligenes.
        Exemplo é a cor da pele humana, no qual segundo autores são dois pares de genes que atuam na coloração da pele.
Genótipos
Fenótipos 
(cor da pele)
AA BB
Negro
AA Bb ou Aa BB
Mulato escuro
AA bb, aa BB ou Aa Bb
Mulato médio
Aa bb ou aa Bb
Mulato claro
aa bb
Branco


REFERÊNCIAS
SANTOS, Fernando Santiago dos; Aguilar, João Batista Vicentin; Oliveira, Maria Martha Argel de – SER PROTAGONISTA, Biologia 3º ano Ensino Médio. Edições SM. São Paulo 2010.
Imagens retiradas da internet.